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Dr. Vagner Camargo Pires | CRM-TO 4329 | Ortopedista e Especialista em Dor
A dor no pescoço afeta quase dois terços da população em algum momento da vida — e na era dos smartphones e do trabalho remoto, tornou-se ainda mais frequente. Quando a cervicalgia se cronifica ou irradia para ombro e braço, é sinal de alerta que exige avaliação especializada. Entender a causa correta define o tratamento correto.
Dado importante: A cervicalgia é a quarta maior causa de incapacidade no mundo, atrás apenas da lombalgia, depressão e artralgia. Cerca de 50% dos adultos terão um episódio clinicamente relevante de dor cervical ao longo da vida.
A coluna cervical é formada por 7 vértebras (C1 a C7), interligadas por discos intervertebrais, articulações facetárias e ligamentos. Ela sustenta o peso da cabeça (cerca de 5 kg) e permite movimentos amplos em todas as direções. Por isso, é especialmente vulnerável à sobrecarga postural e ao desgaste degenerativo.
A causa mais comum, especialmente em adultos que trabalham horas em frente a computadores ou com o pescoço flexionado para o celular (síndrome do "text neck"). A musculatura cervical entra em espasmo por sobrecarga estática, causando dor difusa no pescoço e base do crânio.
O desgaste das articulações e dos discos cervicais com a idade é universal — mais de 90% das pessoas acima de 65 anos têm alterações degenerativas na coluna cervical. A artrose pode comprimir raízes nervosas (cervicobraquialgia) ou a medula espinal (mielopatia cervical), exigindo tratamento específico.
O disco herniado pressiona raízes nervosas, causando dor que irradia do pescoço para o ombro e braço, com padrão específico conforme o nível acometido. C5-C6 e C6-C7 são os mais frequentes. Pode causar dormência, formigamento e fraqueza no braço e mão.
A artrose das articulações facetárias causa dor cervical axial (sem irradiação para o braço), frequentemente com irradiação para o occipital (base do crânio) ou escápula. É uma causa importante de cefaleia cervicogênica.
Lesão por aceleração-desaceleração brusca do pescoço — típica de acidentes de trânsito. Pode lesar músculos, ligamentos, facetas e discos, causando cervicalgia crônica pós-traumática de difícil manejo quando não tratada adequadamente.
Dor cervical associada a fraqueza progressiva nos braços ou pernas, dificuldade de caminhar, alteração de equilíbrio, disfunção vesical ou intestinal podem indicar mielopatia cervical — compressão da medula — que exige avaliação neurológica urgente.
A avaliação clínica detalhada inclui localização, irradiação, fatores agravantes/aliviantes e exame neurológico. A radiografia cervical avalia o alinhamento e desgaste. A ressonância magnética é o exame padrão ouro para avaliar discos, raízes e medula. O ultrassom é útil para avaliar músculos, tendões e guiar procedimentos.
Tratamento de base para a maioria das cervicalgias. Mobilizações cervicais, RPG, exercícios de fortalecimento dos estabilizadores profundos do pescoço e reeducação postural global têm evidência consolidada. A fisioterapia deve ser combinada com mudanças ergonômicas no trabalho.
Quando a artrose facetária é identificada como causa da dor, a infiltração de corticoide nas facetas cervicais — guiada por fluoroscopia — oferece alívio diagnóstico e terapêutico. Confirma a fonte da dor e proporciona analgesia por semanas a meses.
Para cervicoartroses com dor facetária confirmada, a radiofrequência dos ramos mediais que inervam as facetas interrompe a transmissão da dor por 12 a 24 meses. É um dos procedimentos mais eficazes para cervicalgia crônica de origem facetária, com excelentes resultados.
Na cervicobraquialgia por hérnia ou estenose foraminal, a infiltração seletiva de corticoide ao redor da raiz nervosa comprimida alivia a dor irradiada para o braço e reduz a inflamação, permitindo que a hérnia resolva naturalmente.
Deve ser avaliado — pode indicar compressão de raiz nervosa por hérnia de disco ou estenose foraminal. Na maioria dos casos tem tratamento eficaz sem cirurgia, mas o diagnóstico preciso é fundamental.
Independente do tempo, o ideal é fazer pausas de 5 minutos a cada hora, manter a tela na altura dos olhos e usar cadeira com suporte adequado para a coluna.
Sim. Um travesseiro muito alto ou muito baixo mantém a coluna cervical em posição inadequada durante horas. O travesseiro ideal mantém o pescoço alinhado com a coluna torácica — geralmente de altura média para quem dorme de lado.
O efeito dura em média 12 a 24 meses, após o qual os nervos se regeneram e o procedimento pode ser repetido. Cada ciclo costuma ser igual ou melhor em eficácia.
Em casos de mielopatia cervical progressiva (compressão da medula), déficit neurológico grave e progressivo, ou falha de tratamento conservador bem conduzido por 3 a 6 meses em cervicobraquialgia.
Avaliação individualizada com Dr. Vagner Pires — Ortopedista e Especialista em Dor em Palmas-TO
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