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Dr. Vagner Camargo Pires | CRM-TO 4329 | Ortopedista e Especialista em Dor
O tendão de Aquiles é o mais robusto do corpo humano — suporta forças de até 12 vezes o peso corporal durante a corrida. Mas é também um dos mais sobrecarregados, especialmente em corredores, e quando falha, tira o atleta de ação por semanas ou meses. Entender a tendinopatia de Aquiles é essencial para tratar certo e voltar a correr com segurança.
Dado importante: A tendinopatia de Aquiles afeta cerca de 24% dos atletas recreacionais ao longo da vida. Em corredores de longa distância, a incidência é ainda maior — é uma das lesões por sobrecarga mais comuns no esporte de endurance.
A forma mais comum, localizada de 2 a 6 cm acima da inserção no calcâneo. Caracteriza-se por dor, espessamento e nódulo palpável na região média do tendão. Associada a sobrecarga de treinamento, aumento rápido de volume ou intensidade.
Ocorre na inserção do tendão no calcâneo. Frequentemente associada a calcificações (entesopatia calcificante) e bursas inflamadas. A dor é localizada exatamente no ponto de inserção. Tem resposta diferente ao tratamento — o protocolo de carga excêntrica clássico não se aplica da mesma forma.
A complicação mais grave — pode ser parcial ou total. A rotura total é uma emergência ortopédica: o paciente relata sensação de "chute" na panturrilha, incapacidade de elevar o calcanhar e teste de Thompson positivo. Exige decisão cirúrgica vs. conservadora em caráter urgente.
A tendinopatia de Aquiles é uma lesão por sobrecarga — surge quando a taxa de dano supera a capacidade de regeneração do tendão. Principais fatores: aumento brusco de volume de treino, encurtamento da panturrilha, pronação excessiva do pé, calçados inadequados, superfície dura, uso de fluoroquinolonas (antibióticos que enfraquecem tendões) e idade acima de 35 anos.
O diagnóstico é clínico — dor à palpação, espessamento do tendão, teste do arco de dor. O ultrassom musculoesquelético é o exame de primeira escolha: permite visualizar espessamento, degeneração intratendínea, neovascularização patológica e calcificações. A ressonância magnética é reservada para casos de suspeita de rotura parcial ou diagnóstico incerto.
A base do tratamento é o exercício excêntrico e isométrico da panturrilha. O protocolo de Alfredson — flexão plantar resistida descendo o calcanhar abaixo do nível de um degrau — tem evidência robusta para tendinopatia do corpo do tendão. Realizado progressivamente ao longo de 12 semanas, com carga crescente.
Excelente opção para tendinopatia crônica que não respondeu ao exercício isolado. As ondas de choque estimulam a regeneração do colágeno, inibem a neovascularização patológica e reduzem a sensibilidade dolorosa. Particularmente eficazes para a forma insercional com calcificações.
A infiltração de PRP intratendinosa sob guia de ultrassom deposita fatores de crescimento diretamente na zona de degeneração, estimulando a regeneração do colágeno. Indicado para tendinopatias refratárias com degeneração ultrassonográfica confirmada.
A neovascularização patológica no tendão é responsável pela transmissão de dor. A escleroterapia com polidocanol, guiada por Doppler, fecha esses vasos anormais e alivia a dor em casos selecionados.
A progressão de carga deve ser cuidadosa — o tendão de Aquiles leva semanas para adaptar-se a novas cargas. Um programa de retorno à corrida estruturado, com aumento de 10% de volume por semana e monitoramento de sintomas, é fundamental para evitar recaídas.
Depende da fase e da intensidade. Em tendinopatias leves, reduzir o volume e manter exercício de carga progressiva é parte do tratamento. Em fases agudas intensas, um período de repouso relativo é necessário.
Tendinopatias agudas respondem em 6 a 12 semanas. Formas crônicas podem levar 3 a 6 meses. A adesão ao protocolo de exercícios é o principal fator que determina a velocidade de recuperação.
A infiltração de corticoide no tendão de Aquiles é geralmente contraindicada pelo risco de fragilização e rotura. O PRP é a opção de infiltração mais segura e eficaz para este tendão.
Não necessariamente. Roturas totais em pacientes jovens e ativos têm melhores resultados com cirurgia. Em pacientes mais idosos ou sedentários, o tratamento conservador com imobilização pode ser adequado. A decisão é individualizada.
Progressão gradual de carga (regra dos 10%), alongamento regular da panturrilha, fortalecimento excêntrico preventivo, calçado adequado para o tipo de pisada e descanso suficiente entre treinos intensos.
Avaliação individualizada com Dr. Vagner Pires — Ortopedista, Especialista em Dor e Ultramaratonista em Palmas-TO
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