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Dr. Vagner Camargo Pires | CRM-TO 4329 | Ortopedista e Especialista em Dor — Palmas, TO
A tendinite do ombro — mais precisamente a tendinopatia do manguito rotador — é uma das causas mais comuns de dor no ombro em adultos. Afeta tanto atletas quanto pessoas sedentárias, e pode limitar significativamente atividades do dia a dia como levantar o braço, dormir sobre o ombro e praticar esportes.
O manguito rotador é um conjunto de quatro tendões — supraespinal, infraespinal, redondo menor e subescapular — que envolvem a cabeça do úmero e permitem os movimentos de rotação e elevação do braço. Quando esses tendões são sobrecarregados ou sofrem degeneração, desenvolvem-se inflamação, microlesões e dor.
Sintoma principal: Dor no ombro que piora ao elevar o braço acima da cabeça, especialmente entre 60° e 120° de elevação (arco doloroso). Pode irradiar para o braço.
O desgaste por movimentos repetitivos é a causa mais frequente — trabalhadores que ficam com o braço elevado (pintores, pedreiros, professores de lousa) e atletas de arremesso (nadadores, tenistas, jogadores de vôlei) estão em maior risco. O processo de envelhecimento natural também contribui para a degeneração tendinosa.
Outros fatores incluem: síndrome do impacto subacromial, bursites, instabilidade articular e postura inadequada com protrusão dos ombros.
O diagnóstico começa com a avaliação clínica — testes específicos como o de Neer, Hawkins-Kennedy e Jobe identificam o padrão da lesão. O ultrassom musculoesquelético é o exame de primeira linha: permite visualizar os tendões em tempo real, identificar espessamento, calcificações e roturas parciais ou totais. A ressonância magnética complementa em casos de ruptura extensa.
A grande maioria dos casos melhora sem cirurgia. O tratamento inclui fisioterapia com exercícios de fortalecimento e alongamento, anti-inflamatórios quando indicados e modificação das atividades. O tempo de recuperação varia de semanas a meses.
A injeção subacromial guiada por imagem — com corticoide, PRP ou ácido hialurônico — é indicada quando o tratamento conservador não promove melhora suficiente. A precisão do ultrassom garante que o produto chegue exatamente ao espaço afetado.
Para casos de tendinite calcificante ou tendinopatia crônica sem resposta ao tratamento convencional, as ondas de choque são uma excelente alternativa não cirúrgica, com evidência científica robusta.
Indicada principalmente para rupturas totais do manguito em pacientes jovens ou ativos, ou para falha do tratamento conservador por mais de 3-6 meses. A artroscopia é a técnica preferencial por ser minimamente invasiva.
Sim. A maioria dos casos melhora completamente com tratamento adequado. Rupturas totais extensas podem exigir cirurgia, mas o resultado costuma ser muito bom quando tratadas no momento correto.
Depende da gravidade. Em geral, é possível manter atividades de baixo impacto. Esportes de arremesso podem precisar ser pausados temporariamente. A fisioterapia orienta o retorno seguro.
Casos leves a moderados melhoram em 6 a 12 semanas com tratamento adequado. Tendinopatias crônicas podem levar mais tempo. A regularidade no tratamento é o principal fator de sucesso.
Dr. Vagner Pires atende nas clínicas MedMais, OrtoDor e Instituto Indoor. Consulta presencial e avaliação especializada.
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